Golpes de falsas ofertas de emprego aumentaram 174% entre janeiro e outubro de 2019

Whatsapp e redes sociais são os principais meios de ocorrência

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Golpes com falsas ofertas de emprego aumentaram 174% entre janeiro e outubro deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o dfndr lab, laboratório especializado em segurança digital da PSafe. Foram detectados ao todo 2.368.296 ataques, que ocorrem principalmente pelo WhatsApp e redes sociais.

Os golpes têm como objetivo roubar dados pessoais e credenciais de acesso de redes sociais das vítimas, se aproveitando das elevadas taxas de desemprego do país.

— O grande diferencial deste ataque é que, ao ter acesso às credenciais de redes sociais do usuário, como login e senha, o golpista pode se passar por ele para espalhar outros golpes entre seus contatos, além de criar lives e publicações patrocinadas para aumentar a viralização do link malicioso. É comum também que o cibercriminoso utilize dados pessoais da vítima para fraudes financeiras, como solicitar empréstimos indevidos, fazer compras e até abrir empresas falsas — explica Emilio Simoni, diretor do dfndr lab.

Como o golpe funciona
As falsas ofertas de emprego são divulgadas por meio de links quase idênticos ao de ofertas de grandes empresas, geralmente com a alteração de um ou dois caracteres. Ao tocar no link, o usuário é incentivado a responder uma pesquisa para concluir o suposto cadastro e, posteriormente, compartilhar o link malicioso com seus contatos no WhatsApp. Depois do compartilhamento, o usuário é direcionado para uma página falsa, onde ele pode ser induzido a informar suas credenciais de acesso de redes sociais ou informações pessoais, como nome completo e CPF.

Segundo Simoni, a tendência é que nos próximos meses esses golpes se intensifiquem, principalmente com a aproximação do Natal, já que nesta época há uma grande oferta de empregos temporários. Por isso, os usuários precisam redobrar a atenção com links de supostas oportunidades de emprego divulgados pela internet.

Veja como não cair no golpe

Evite compartilhar links que você não conhece a procedência em redes sociais e WhatsApp;
Na dúvida, verifique se o link é verdadeiro nos sites oficiais das marcas. É possível realizar esta checagem gratuita no site do dfndr lab, que te diz em poucos segundos se um link é verdadeiro ou não;
Utilize soluções de segurança no celular que disponibilizam a função de detecção automática de phishing em aplicativos de mensagem e redes sociais;
Fique atento a promessas muito vantajosas, preços muito abaixo do valor original e até oportunidades de emprego compartilhado via redes sociais, pois há grande probabilidade de serem um golpe.

Fonte: iBahia